Sobre o apoio de Dom Pedro Casaldáliga

Diversos líderes religiosos vêm sido procurados pelo BRASIL para TODOS desde 2006 para apoiar esta iniciativa. Um dos mais importantes foi sem dúvida o bispo católico Dom Pedro Casaldáliga.

Em troca de mensagens conosco, ele deixou claro que é contrário à exposição de símbolos religiosos em repartições públicas, visitou o site antes que seu nome fosse adicionado, concordou tacitamente com a inclusão de suas citações, mas entendemos erroneamente que essa posição incluía apoio ao BRASIL para TODOS, o que nunca foi afirmado explicitamente.

Esclarecemos que em nenhum momento Dom Pedro Casaldáliga foi citado como mentor ou coordenador desta iniciativa. Seu nome esteve sempre na lista intitulada “Quem nos apóia“, até ser retirado a seu pedido.

Sua posição continua merecendo nosso apreço e admiração, tanto que, de fato, não podemos deixar de fazer nossas suas palavras, quando diz:

“Defendemos o respeito a todas as religiões, o diálogo interreligioso e a liberdade religiosa no mundo inteiro, mas com a separação entre Igreja ou Religião e o Estado”. “Eu, pessoalmente, também acho que não se deveria colocar nenhum símbolo religioso, de nenhuma religião em lugares públicos (sobretudo se são oficiais), para respeitar a alteridade e a dignidade de todas as religiões, nesse mundo plural. Assim como se deveria permitir, com toda liberdade, que cada pessoa, em seu corpo, em sua casa, nos lugares particulares seus, tivesse a plena liberdade de utilizar símbolos queridos (sempre que esses símbolos próprios não sejam uma ofensa a outros símbolos que merecem igual respeito). É todo um processo de maturidade, de diálogo, de compreensão, de enriquecimento mútuo”.

Agora acrescento: É bom recordar que muitos desses símbolos têm também valor artístico é histórico. Ninguém vai pedir, por exemplo, que se retire o Cristo do Corcovado”.

Para deixar claros os acontecimentos que levaram a esse mal-entendido, exibimos por algumas semanas nesta página as mensagens trocadas com Casaldáliga, até que ele pediu sua remoção.